
A maioria dos cristãos vai adotando, em quase todas as atividades, a lei do menor esforço. Muitos esperam pela visita pessoal de Jesus no conforto de poltronas acolhedoras; outros fazem preces por intermédio de discos; há os que desejam comprar a tranqüilidade celeste com as epístolas generosas, como também os que sem nenhum trabalho em si próprios aguardam intervenções sobrenaturais dos Mensageiros do Cristo pelo bem-estar da própria vida.
Não nos inludamos.
(...)
Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor.
Cada dia, emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
O que colocamos na balança da vida depende de nós.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam. Nossa conduta é um livro aberto.
A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro, proporcionam ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.
Ninguém está órfão de oportunidade.
Em toda parte, há serviço que prestar e o melhor que fazer.
O encargo vem à nossa esfera de ação por efeito da Providência Divina, mas a valorização do encargo parte de nós.
Mais dia, menos dia, todos sofrem. Há, contudo, quem sofra com rebeldia, com revolta, com desânimo ou com desespero, perdendo o valor da prova em que se vê.
Momentos existem nos quais é impossível desconhecer as nossas falhas; entretanto, tenhamos a devida prudência de situar o mal no passado. Teremos tido comportamento menos feliz até ontem.
Hoje, porém, é nosso dia.
Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam suor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de Sol.
Não gritemos “eu quero...” mas afirmemos em nossa condição de espíritos imperfeitos: “se posso querer...”
O ciúme é o amor vestido de espinhos dilacerantes.
Mantém-te em paz. É possível que todos te guerreiem, gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver, no entanto, podes avançar em teu caminho, sem guerrear a ninguém.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a irritação.
Aprendamos a compreender cada criatura
no problema em que se encontre.
Viver de qualquer modo é de todos,
mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.
Guarda a bondade e a compreensão no trato com todos os companheiros e situações que te cercam.
Compreendamo-nos no trabalho como sendo uma só família na intimidade do lar, esquecendo-nos pelo rendimento da obra.
Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para frente, mesmo que seja um milímetro por dia.
Tolera o fardo de tuas obrigações valorosamente e caminha.
Do acervo de pedra bruta, nasce o ouro puro.
Do cascalho pesado emerge o diamante.
Cada qual tolera a carga que lhe é própria.
Fardos existem de todos os tamanhos e de todos os feitios.
Uma fonte humilde garante o oásis na terra seca e apenas uma lâmpada acesa vence a força das trevas.
Todos nós carecemos de alívio na hora da angústia ou de apoio em momentos difíceis e, para isso, contamos receber daqueles que nos rodeiam a frase compreensiva e conveniente. Sejamos, também, compreensivos para com todos.
Caminhar para a frente, desculpando-nos com entendimento mútuo quanto às próprias fraquezas, sem melindres e sem queixas que apenas redundam em complicações inúteis e perda de tempo.




