Humberto de Campos

''A Terra é tão inçada de abismos que, às vezes, procurando olhar em excesso pelos que nos acompanham, costumamos cair neles''

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Momento



A maioria dos cristãos vai adotando, em quase todas as atividades, a lei do menor esforço. Muitos esperam pela visita pessoal de Jesus no conforto de poltronas acolhedoras; outros fazem preces por intermédio de discos; há os que desejam comprar a tranqüilidade celeste com as epístolas generosas, como também os que sem nenhum trabalho em si próprios aguardam intervenções sobrenaturais dos Mensageiros do Cristo pelo bem-estar da própria vida.

Não nos inludamos.

(...)


Ninguém resgata uma dívida unicamente por louvar o credor.




Cada dia, emitimos sugestões para o bem ou para o mal.

O que colocamos na balança da vida depende de nós.


Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.

Ações e reações caracterizam-nos a marcha.

É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam. Nossa conduta é um livro aberto.



A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro, proporcionam ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.






Ninguém está órfão de oportunidade.



Em toda parte, há serviço que prestar e o melhor que fazer.



O encargo vem à nossa esfera de ação por efeito da Providência Divina, mas a valorização do encargo parte de nós.



Mais dia, menos dia, todos sofrem. Há, contudo, quem sofra com rebeldia, com revolta, com desânimo ou com desespero, perdendo o valor da prova em que se vê.


Momentos existem nos quais é impossível desconhecer as nossas falhas; entretanto, tenhamos a devida prudência de situar o mal no passado. Teremos tido comportamento menos feliz até ontem.

Hoje, porém, é nosso dia.



Todos necessitamos de felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam suor e renovação, tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de Sol.



Não gritemos “eu quero...” mas afirmemos em nossa condição de espíritos imperfeitos: “se posso querer...”



O ciúme é o amor vestido de espinhos dilacerantes.





Mantém-te em paz. É possível que todos te guerreiem, gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver, no entanto, podes avançar em teu caminho, sem guerrear a ninguém.



Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a irritação.



Aprendamos a compreender cada criatura

no problema em que se encontre.



Viver de qualquer modo é de todos,

mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.


Guarda a bondade e a compreensão no trato com todos os companheiros e situações que te cercam.


Compreendamo-nos no trabalho como sendo uma só família na intimidade do lar, esquecendo-nos pelo rendimento da obra.


Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para frente, mesmo que seja um milímetro por dia.

Tolera o fardo de tuas obrigações valorosamente e caminha.

Do acervo de pedra bruta, nasce o ouro puro.

Do cascalho pesado emerge o diamante.


Cada qual tolera a carga que lhe é própria.

Fardos existem de todos os tamanhos e de todos os feitios.


Uma fonte humilde garante o oásis na terra seca e apenas uma lâmpada acesa vence a força das trevas.


Todos nós carecemos de alívio na hora da angústia ou de apoio em momentos difíceis e, para isso, contamos receber daqueles que nos rodeiam a frase compreensiva e conveniente. Sejamos, também, compreensivos para com todos.


Caminhar para a frente, desculpando-nos com entendimento mútuo quanto às próprias fraquezas, sem melindres e sem queixas que apenas redundam em complicações inúteis e perda de tempo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário